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MADRIGAL
a Eugênio Andrade Mergulhado na noite com a morte na palma das mãos cada vulto que passa busca um lugar onde luzir e com os pés nas estrelas ou na solidão se embrenha mais na tristeza de que quer fugir. Cada esperança termina em outra esperança maior. Um trago de vida foi gasto a sonhar. O Sol que nos oferta uma deusa grega, uma criança, é uma puta velha cantando à beira-mar. |