B i o g r a f i a
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Antologia P o é t i c a
I n é d i t o s e Dispersos
M ú s i c a s
C o n t a t o
L o j a V i r t u a l

SEXTA-FEIRA SANTA

Mistura de palha.
E líquido tinto. Enrugadas
escamas. Repousam.
Em debris. De lata.

Peixes (garoupas)
— de esclerótica amarela.
E pescoço cinza.

Fixam
em vazadas pupilas

pedras.
De gelo. Sobre a pia.

Onde o poema
quando a morte tem cheiro?








NATUREZA MORTA

Flores no vaso.
Invadindo. A janela. Pelo parapeito.
De fora para dentro.

Micro-caules se precipitam.
Esfarpados. Gerânios. Envoltas em cortinas.
Sanguinolentas ventosas.

Sobre a pele vegetal
o ultra-
violeta. Solar.
Balança. Suavemente.

A brancura da tarde.

Na esquina, penas brancas.
E vermelhas.
De uma pomba. Atropelada.
Alçam vôo.


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