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INÉDITOS E DISPERSOS . poemas traduzidos
POEMA PARA UMA POMBA MORTA Pássaro emplumado de cinza e branco Você jaz ali - morto para que todos vejam sob a luz do sol da manhã A maioria das pessoas passa por você pássaro morto cinza e branco suas plumas ao sol Os Negros passam Os Índios Os irlandeses pobres que vão ao mercado de Portobello As garotas de meias verdes que vendem louças na esquina bananas laranjas e fazem programas elas estão à venda no mercado Eu me curvo sobre os joelhos sob a luz do sol da manhã e beijo sua asa cinza e branca esplendendo ao sol Nunca mais você poderá aspirar às nuvens, ao céu, ao ar Nunca mais o alarido da turba para aplacar a sua sede Nunca mais neste planeta pobre pássaro você ficará cego pelo brilho da luz Nunca mais pobre pássaro Nunca mais |